Fazem-nos duvidar do que fomos até ali. A própria infância parecia já não nos ter visto crescer. Coisas que inventamos e nos conhecem pelo cheiro, nos seguem esfomeando-se. Por isso ninguém volta a casa, e nem o tamanho da volta se sabe. A mim a história do meu país arrastado pelo vento trouxe-me uma luz cansada de andar, uma toda descosida que com as duas mãos veio apalpar-me o primeiro rosto, doce e antigo.

Diogo Vaz Pinto

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