Penso muitas vezes no que significa para mim fotografar. É algo tão ambíguo, tão poderoso, que há momentos em que nada mais interessa. 
Fotografia é sentimento, não visão; significa lidar com emoções, com as minhas emoções. E mesmo que ocasionalmente possa sentir que tudo o que faço é um falhanço ou que uma dúvida constantemente persista, algo me compele a continuar… Há uma eficácia, uma possibilidade de controlo, em ter uma máquina na mão que me torna ditadora – e não escrava – em relação a sentimentos avassaladores.
Se o mundo liga ao que tenho para dizer, não importa; interessa apenas manter este ritual de renovação e apaziguamento.

4 comentários:

UIFPW08 disse...

Linda Brava Sonia
M.

G. disse...

O mundo não sei. Eu adoro o teu trabalho :)

S disse...

grazie M
:)


G.
Acredites ou não, tu és uma fonte de inspiração, pelo que escreves, da forma que escreves, que vai tantas vezes de encontro aquilo que sinto e me desafia a fotografar mais!
Obrigada...

P disse...

É partilha de criação. O mundo que importa liga, as pessoas que reagem, se interessam numa perspetiva de respeito mútuo e, por isso têm a possibilidade de aceder a esse mundo que (re)crias e partilhas. E isso é bom.
bjs