Olha como o mar está deslumbrante. Já reparaste como é tranquilizador? Apesar de misterioso e selvagem, denso e perigoso, desinquietante, desarmante, desconhecido. Sei lá, tanta coisa que o mar é. E ainda assim, tranquiliza-me profundamente, serena-me e aquieta-me. Estranho, não achas? Como algo tão imprevisível e indomesticável pode pacificar e embalar. Adoro o mar. Preciso do mar. Repara como está deslumbrante, hoje.
(E calou-se. Não foi capaz de fazer a única pergunta que desejava: queres ser o meu mar?) 

3 comentários:

AFRODITE disse...


«queres ser o meu mar?»

Que linda declaração de amor!
E ainda dizem que as mulheres é que são românticas! :)

Fiquei fã de Paulo Kellerman.
Fui agora pesquisar coisas sobre ele e encontrei esta delícia:

«Nos teus olhos vejo o mar.», diz ele.
«Então, nada-me.», responde ela.

Vou tentar passar por aqui mais vezes. Gostei muito da calma que se sente aqui :)


Beijinhos Sónia
(^^)

S disse...

AFRODITE,
Obrigada pelo comentário, volte sempre!
O Paulo é de facto um excelente escritor e sempre pronto para aceitar um desafio.

um beijinho

paulo kellerman disse...

muito obrigado a ambas...
e venham esses desafios :)

um abraço