Somos silhuetas desmembradas
num rio que corre esgarçado entre
o nevoeiro de pernas azuladas pelo frio.
As memórias são portas sem casa dentro, sem
enseadas onde se arrimem os ombros doloridos.
Deito-me sozinha entre cardos.
Não estendo a mão porque não te chego e
a consciência disso é cruel.
Deixei de invocar o teu corpo.
Não sei se por cansaço
ou se não me chegavam já as metáforas do poema.
Ainda me visita o sobressalto.
A teia de lamentos agudos como sal nas feridas.
Maria Jorgete Teixeira

Comentários

ana p disse…
Tão bonito!! Mas tão bonito!!
Bj S
S disse…
Obrigada Ana.
beijinho
:)
Miguel Bondurant disse…
Fantástico :)
S disse…
Obrigada Miguel.
:)
UIFPW08 disse…
Linda
:)
via disse…
bonito
S disse…
Obrigada
:)
S disse…
Obrigada via.
:)

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