#1 Das viagens...
houve um tempo em que enganava o desespero do corpo, mantendo-o adormecido. de tanto dormir, longe da claridade que queima, a dor foi-se anestesiando. é o que tento agora, embalar o corpo, para que durma, mas o corpo, cansado de mim, já não se deixa enganar. a tristeza que lhe roubo ao anoitecer, devolve-ma em madrugadas brancas de facas afiadas. algures, perdi a habilidade com as palavras, perdi a vontade. todos os gritos são mudos.
(obrigada por me permitires usar este magnífico texto) daqui





Comentários
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.
Obrigada eu.
(Sinto eu que perdi a habilidade com as palavras, se alguma vez a tive... Recupera-se? Cria-se nova? Aceita-se que não se tem e/porque nunca se teve? Enfim... Segue a vida.)
bj
Que bom ver-te por aqui. :)
(Mesmo que o sintas acredito que essa tua habilidade continua lá...)
De qualquer forma... sim, segue a vida e tenta-se por tudo não fingir mesmo que isso doa!
um beijinho grande de saudades