...felizmente que ainda não nos conseguem radiografar a alma com as maquinetas lá deles...mas a ideia é genial! Adorei o título e a fotografia. 5 *****
Reparou nele ao longe, pela maneira como estava desajeitadamente vestido, pela inconstância do passo e da direcção. Estranhou-o ao mesmo tempo que soube que vinha ter consigo. Demorou a chegar o tempo suficiente para ela sentir angustiada, primeiro, curiosa, logo a seguir. Posou o ferro com que tentava tirar a vida aos vincos da camisa do marido da Dona Clotilde - como é que ele se chamava mesma; nunca se lembrava do nome dele, e passava-lhe as camisas há tantos anos. Uma cortina de vapor elevou-se, envolvendo a figura cambaleante que acabava de entrar n'A Lavandaria das Almas. Olhou em redor como quem ganha tempo. Procurava algo, mas não era com o olhar. Atrás do balcão, a mulher esperava, outra vez angustiada - não por medo, mas por perceber que o que ele procurava eram palavras. Só reparou que trazia uma radiografia quando ele a estendeu na sua direcção. Mostrava o contorno pálido de um crânio. Preciso muito que me limpe isto, mas não passe a ferro, disse ele. Disso, trato eu.
Não sei se já disse isto, mas este photoblogue e as fotos que aqui estão são do melhor que tenho visto por essa net fora. Parabéns pelo teu trabalho que é de facto fantástico.
Comentários
beijos!!
gosto mt da foto! :) posso deitar-me na marquesa?! ;)
1 beijinho:)
Sr. Ponte,
faça como se estivesse em casa.
Atena,
magnífica será outra coisa que nós cá sabemos...vai ser de comer e chorar por mais!!
Rute,
Haveria de certeza por aí muita coisa feia que era preferível não ver...
Obrigada pela visita e um beijinho para ti também.
cs,
sim, é recente. Porquê?
bjs
bêjo
gosto tanto quando contas estas histórias!
:))
zé,
tenho uma foto para a tua cidade tatuada. A ver se a edito.
bjs
thanks.
:)
joão,
obrigada.
:))
chapa,
todos nós a dada altura parece que a perdemos...
Adoro estes laboratórios , estas câmaras claras e escuras, o cheiro dos solutos e por aí fora :)
:)