Exponho a luz, disponho objectos, um por um, no parapeito da janela.
Iluminados, perdem o medo, os objectos.
Diria que ganham uma vida, se o fosse, mas é apenas uma foto-vida, proto-vida.
Colocaria à janela a vida-objecto, como luz, fruta madura até decompor.
Tudo o que é são terá de deixar de o ser: evidência dispensável.
Dispus-me, um por um, no parapeito da janela a amadurecer.
O resto será evidência dispensável.

O texto, vem daqui

Comentários

Cris disse…
Olá querida!
Ótimo voltar ao seu espaço, num iluminado post de bela imagem e fotografia.
Feliz 2011!
Beijos.
S disse…
Olá Crissant, bem vinda neste novo ano.
:)

bjs
P disse…
Gostei muito de ver o texto com a foto. É muito interessante estar à janela da foto, tão diferente e tão próxima da imagem da janela em que me projectei quando 'li' o texto na cabeça pela primeira vez.
Obrigado.
P.
S disse…
P.
é um exercício difícil de conciliar, quando parte de 2 pessoas diferentes.
Mas ao ler o texto, imediatamente fui projectada para esta imagem.
Obrigada eu.
:)
the dear Zé disse…
... e quando a minha vida passar, perdida, na rua frente à janela, tocarei o gongo bem alto, não vá alguém chocar com ela

um gosto de foto (e obrigado pelo baudolino)

e um bêjo e tudo
S disse…
the dear zé,
ando às voltas com umas tattoos...um destes dias publico. Talvez mais próximo das eleições.
;)

bjs

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