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vivem nas varandas traseiras das vivendas geminadas e vestem robes escuros. vejo-as melhor quando subo a ladeira, atrás dos cães. são avós orgulhosas, enquanto chamam os petizes que brincam no pátio do rés-do-chão, mas continuam a ser mães com mão de ferro, falando ríspido com as mulheres que às vezes também vão à varanda e não dizem nada. olham fixamente quem passa, sem pudor, como se tudo lhes pertencesse ou devesse explicação. estranhamente, não se dão umas com as outras, talvez por questões de segurança, não vá o ego de alguma explodir, enquanto gaba a descendência. confesso que sempre que posso, levo os cães a defecar* junto à vedação, enquanto olho para elas também.
[daqui]

2 comentários:

Maria Eu disse...

Tempos estranhos, estes! Não que antes não houvesse estranhesa, mas agora pesa mais!

Beijo, S.

Keep safe!

S disse...

que estes tempos estranhos nos ensinem pelo menos alguma coisa.

Um beijinho Maria.

:)