© Sónia Silva
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Ecos que partem do centro, semelhantes a cavalos.
Sylvia Plath


Quando se deu a grande fuga dos deuses, 
os homens, 
mais lentos e desconfiados, 
permaneceram nos montes
com os animais
selvagens. 
O medo, 
como o vento,
pulsava nervoso pelos corpos, 
fazendo bater os corações
como cavalos que galopavam o tempo. 
A praga chegou no final do inverno, 
disfarçada de perfumes e flores de todas as cores, 
enganando até os mais prudentes,
trazendo,
singela,
o horror eterno.

7 comentários:

flor disse...

obrigada, querida Sónia.
muito.

Be disse...

❤️

S disse...

Obrigada eu Flor.
:)




Be,
:)

ana p disse...

Com vocês as duas só podia resultar uma coisa assim tão bonita

S disse...

Obrigada Ana.
Beijinho grande

Mam'Zelle Moustache disse...

Complementaridade. Parece-me que, com tudo isto, este conceito irá ganhar cada vez mais força. Encaixar talentos, para dar vida a algo maior, como se pode ver aqui. ;)

S disse...

Obrigada Mam'Zelle.
:)