A noite não tinha sido suficiente para suavizar a impressão do dia anterior. A sensação mantinha-se… Era quase como quando alguém te quer bater no rosto mas depois não o faz; apesar disso, a sensação permanece, o rosto arde dias a fio… E essa tentativa de magoar, ainda que não completada ou não totalmente explícita, não assumida, magoa mais que tudo. 

Obrigo-me a manter-me calma, ou a aparentar-me calma, apesar do meu coração estar destroçado… a tempestade está lá, vislumbro-a na linha do mar que vejo à minha frente.
Enterro os pés na areia, penso em nós e em como nada restou e em como isso me deixa vazia por dentro, sem motivos para avançar neste pouco tempo que me restará.
Não sei porquê mas ocorre-me o momento em que te falava de quando era criança e deambulava pelo hospital em total liberdade; e em como algum tempo mais tarde me disseste que recordavas de te falar sobre isso… lembro como isso me deixou feliz e completa, por saber que estava mesmo a ser escutada!

Em breve, anoitecerá. Deito-me ao comprido na areia, a olhar o céu, fixando as estrelas; a pensar se me tornarei numa.

4 comentários:

p disse...

https://www.youtube.com/watch?v=rB5EevdTQrQ

beijos vários ;)

S disse...

p,
beijos vários

Pedro Ponte disse...

Confesso que não vinha aqui há algum tempo... agora que revi sinceramente não percebo porque o deixei de fazer... como sempre as fotos estão fenomenais... e os textos claro! ;)

beijos

Pedro Ponte disse...

tenho a certeza que daqui a muito tempo todos nos tornaremos numa estrela... :)